Sábado, Março 12, 2011
O HINO E O POVO
“Heróis do mar.
Nobre povo.
Nação valente”.
É assim que canta o hino.
Heróis do Mar? Sim, é verdade,
Mas já morreram todos há vários séculos.
Nobre povo?
Que nobreza pode haver na cobardia?
Será nobre um povo que aceita, submisso,
O chicote da opressão e não reage à tirania?
Será nobre um povo que assiste, resignado,
À destruição do seu país?
Que nobreza tem um povo que aceita, sem revolta,
Que gente sem carácter mate a esperança
E o futuro dos próprios filhos?
Mas que raio de povo é este?
Um povo nobre? Grande mentira!
Nação valente?
Foi-o em tempos, já não é mais.
A nação é o povo que a cria
E este povo, egoista e temeroso,
Subserviente e preguiçoso
Nada quer com a valentia.
“Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal”
É claro o desafio.
Será que vamos aceitá-lo?
Se sim, fiquem sabendo desde já
Que não é quem afundou este país
Que o trará de novo à superfície.
Se continuarmos como agora
Medrosos e submissos ,
Sem vontade e sem coragem
De libertar este país
Daqueles que o afundaram
Então, será melhor mudar o hino.
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