Quarta-feira, Maio 04, 2011

ENGANA-ME QUE EU GOSTO


FALANDO DE CINEMA

FILME EM DESTAQUE: “ENGANA-ME QUE EU GOSTO”
REALIZADOR: Dennis Dugan
INTÉRPRETES: Adam Sandler; Jennifer Aniston; Nicole Kidman; Brooklin Decker
GÉNERO: Comédia/Romance IDADE: M/12 anos DURAÇÃO: 116 m
___________________________________________________________________________

SINOPSE PROMOCIONAL DO FILME:

“Danny é um cirurgião plástico bastante mulherengo, mas que a dada altura se apaixona por uma rapariga mais nova do que ele. No entanto, disse-lhe que era casado mas que se estava a divorciar, e Palmer insiste em conhecer a futura ex-mulher de Danny. Para se safar desta mentira, ele tem de pedir à sua assistente, Katherine, que faça de conta que é a sua mulher. Mas, inesperadamente, vão surgindo vários acontecimentos e as mentiras continuam a aumentar, ao ponto em que os filhos de Katherine são envolvidos. É então que toda a gente parte para o Hawaii, para um fim-de-semana que lhes irá mudar a vida”.

Vivemos actualmente em Portugal tempos dramáticos por culpa das políticas erradas e irresponsáveis tomadas por governantes incompetentes a quem a maioria dos portugueses entregou a condução dos destinos desta nação nos últimos dez anos e muito especialmente nos últimos seis. Mas não são só os governantes os culpados pela situação catastrófica a que chegou este país, nós, povo, não podemos ignorar também as nossas responsabilidades nem sacudir a “água do capote”. Estes políticos estão na cadeira do poder porque foi o povo que os colocou lá e não se diga que foi por ter sido ludibriado por uma campanha eleitoral enganosa porque quatro anos mais tarde reincidiu na asneira mesmo sabendo com que tipo de políticos estava a lidar. É verdade que somos um povo muito peculiar, gostamos de papagaios, talvez devido ao nosso passado africano, e julgamos as pessoas mais pelo que dizem do que pelo que fazem. Valorizamos mais as palavras do que as acções e temos ainda uma noção “futeboleira” da democracia. Se o clube da nossa simpatia perde ou joga mal evidentemente que não mudamos de clube e consideramos também que não devemos mudar o sentido do nosso voto mesmo que o partido em que votámos se tenha revelado incompetente na governação do país e tenha hipotecado o nosso futuro, o futuro das novas gerações. Há muitos portugueses que ainda não peceberam que a democracia não é compatível com a lógica do futebol. Se o Sporting ou o Benfica perderem campeonatos ou jogarem mal a nossa vida não sofrerá qualquer prejuizo, mas se um governo governar desastradamente, como é o caso do actual, é o futuro do nosso país e conssequentemente o nosso futuro que estão em perigo. É um erro tremendo olhar os partidos com os mesmos olhos que olhamos os nossos clubes do coração. Esta forma caricata de viver a democracia tem também a sua quota-parte de responsabilidade na situação em que o país se encontra e no aumento galopante da fome, da pobreza e do desemprego que actualmente invadem este país. Os portugueses estão deprimidos, amargurados e olham o dia de amanhã cada vez com maior pessimismo mas uma parte significativa deles continua fiel ao “seu” partido sem valorizar nem punir os erros que cometeu como se o partido de todos nós não fosse apenas Portugal.

Dizem as sondagens que setenta por cento da população portuguesa está descontente e quer mudar de rumo. Curiosamente ouvi há dias uma notícia na RTP que dizia que trinta por cento dos portugueses sofrem de perturbações mentais. Finalmente uma conta que bate certo neste país. Portugal é uma nau que andou à deriva durante alguns anos e que acabou por se afundar por negligência e inabilidade do comandante. É preciso agora trazê-lo novamente à superfície, mas que ninguém se iluda, não é o comandante irresponsável que o deixou afundar-se que vai conseguir pô-lo de novo a navegar.

Estas considerações que mais parecem ter sido inspirados por um qualquer filme de terror, foram-no sim por um filme mas por uma comédia deliciosa que consegue fazer-nos rir com gosto, num momento em que rir é a última coisa que nos apetece fazer. “Engana-me que eu gosto” consegue esse “milagre” e actua como um analgésico que nos alivia as dores enquanto dura seu efeito, neste caso, 116 minutos abençoados minutos.
Para terminar apenas dois avisos:

1- Por estranho que pareça este filme não contém cenas de tiros, explosões, violência, mortes, sexo e imoralidade.
2- Se não está com disposição para rir, ou se se ofende com aguma tipo de brejeirice mesmo que seja suave e inócua, então não veja este filme.
E um conselho:
Se gosta de se divertir, não o perca.

“ENGANA-ME QUE EU GOSTO”, um título curioso que para além de dar um nome a um filme se pode aplicar também à postura de um povo. Só desejo que não seja premonitório. Em breve se saberá.

(Comentário que publiquei no número de Maio do jornal Cruz Alta que pode ser acedido online em www.paroquias-sintra.net)


3 comentários:

amália LOPES POEMAS disse...

Meu querido GUI, meu querido amigo.
Por DEUS me encaminhar encontro-te sempre aqui e ali, e as saudades se renovam em cada madrugada ausente de ti. Tão perto e tão longe, quando será o encontro entre caminhos estreitos da tão linda Sintra ??
Só tu o saberás...fica para a eternidade, agora ficarão aqui os abraços duma amizade que se trocou pelo silencio das palavras. Quando quiseres passa em:
http://cameliasdesfolhadas.blogspot.com
e deixa lá o teu abraço, eu deixo o meu beijo...
amália LOPES

mariam disse...

Gui,

Ainda não o vi, a ver! Obrigada pela sinopse :)

Fechei a caixa de comentários do http://mariasentidos.blogspot.com/ (um dia destes reabro), mas continuo a visitar o 'blogobairro' e embora ande parca no comentar, não me esqueci de Si nem dos outros(as)amigos(as).

um abraço e o meu sorriso de sempre :)
mariam

mfc disse...

... mas sem eu saber!!